sexta-feira, 3 de julho de 2009

Coca-Cola

Coca interativa

























A nova máquina de vender Coca-Cola, um equipamento que opera da base do toque e oferece, além do produto, sons e imagens criadas por designers, virou à coqueluche no Palais des Festivals, o prédio que abriga as mil e uma atividades do Festival Internacional de Publicidade de Cannes. Mesmo custando três vezes mais do que as máquinas convencionais do gênero, a atual menina dos olhos dos marqueterios da companhia merece o investimentos. Com ela, a Coca tem vendido dez vezes mais o seu produto. Não há exemplar no Brasil.
Na apresentação que todos os anos os executivos da Coca-Cola fazem no Festival de Cannes, há sempre um tom de inovação. As máquinas de vender na base do toque, seguindo a linha do bem sucedido modelo de telefones iPhones, são a bola da vez. A novidade por si só já atrai. E, no caso dos participantes do Festival, mais ainda porque não há qualquer desembolso. As filas são grandes. No discurso, os profissionais da Coca dizem o que chama mais a atenção na nova máquina é bem mais do que curiosidade, é a possibilidade de interatividade, já que o conteúdo, as imagens criadas, vão sempre ganhando novas formas.

Cannes 2009

Brasil começa sem muito gás























Das três categorias que tiveram seus prêmios divulgados hoje em Cannes no Festival de Publicidade, o Brasil saiu vitorioso em apenas uma com um Leão. Foi a ação de Relações Públicas, que não tem subdivisão em Ouro, Prata e Bronze. A conquista foi da campanha criada pela Rede Globo para a divulgação da série de televisão Capitu. O que deu o troféu ao Brasil foi a ação na internet, através de rede social, que promovia uma leitura coletiva do clássico da obra de Machado de Assis.
O jurado brasileiro Andrew Greenlees, vice-presidente da empresa de comunicação corporativa CDN, batalhou para que os dois candidatos brasileiros que passaram para a listagem prévia fossem classificados. Conseguiu convencer os jurados em um deles, o que 50% de sucesso.“Os dois cases classificados pelo Brasil não ficaram devendo em nada aos outros concorrentes. Eram bem realizados. A ação de comunicação desenvolvida pela empresa SA Comunicação São Paulo obteve boa mobilização da cidade de São em torno do problema da dengue. Já o caso de divulgação da série a partir da obra Dom Casmurro, da TV Globo, fez um uso da mídia social de forma intensa a ponto de estimular a criação de comunidades para a leitura da obra de Machado de Assis”.